
Mossaendra se olha fixamente no espelho. Estatura mediana, olhos castanhos, cabelos castanhos, brasileira. Não vê nada, definitivamente é desajeitada.
Gosta de ficar em casa.Quem não a conhece jura que ela foi criada com as borboletas, adora jardins.
Quando pequena queria ser veterinária, tamanha a sua adoração pelos animais, porém, descobriu que cuidar e querer bem eram coisas diferentes foi o primeiro passo para aprender que "parecer" não é o mesmo que "ser". Por fim virou psicologa, o que sem dúvida nenhuma acarretou uma grande perda para os animais.
Lê, escova os dentes, pratica esportes, arruma a cama, toma banho e acreditem, adora novela.
Sonha em viajar o mundo inteiro mas antes se preocupa em conhecer melhor o seu quintal, acha que é lá que estão as grandes preciosidades, na maioria das vezes ao nosso alcance mas longe dos olhos fadados aos costumes.
Usa roupas pois recalcou o o complexo de castração o que a inseriu nas regras sociais se tornando mais uma neurótica histérica, mas se pudesse, andava pelada, dizia tudo que lhe viesse a cabeça e infrigiria todas as leis de transito.
Seu egocentrismo poupou lhe a medicocridade de conviver em grupos, ela convive, ama, ri, chora e faz quase tudo só...consigo mesma.
27.1.07
26.1.07
Sexus Nexus ou Plexus?
A trilogia de Henry Miller. Li, e não gostei...ou seria gozei??? As definições da peversidade e do imaginário humano beiram a loucura, ou ao desespero. Sexus, Nexus ou Plexus??? Sexus, Nexus ou Plexos? Pergunta ridicula que me empoeira. Teve um tempo em que eu preferia simplesmente vc e eu. Estou nua, empanicamente nua, e acho qu nem eu mesma percebi.
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Mussaenda
às
7:11 AM
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Marcadores: Sexus Nexus Plexus
25.1.07
Um livro empoeirado, como que enjoado de histórias...eis o que restou, Drummond.
Eu adorava Drummond e comentava sua genialidade com frases que nada tinham de tão genial, mas ainda assim, gostava de falar de Drummond, acho que meu jeito simples escolhido a dedo, o comoveu.
Ele dizia, "vc é talhada de suspiros, em madeira que mais se equivale a diamante de tão dura, no dia que te vi não tirei meus olhos da sua boca. Tênis e calça Jeans e meu pensamento fixado em cada linha que se entortava ou saia do lugar quando soprava uma palavra. Te quis assim, sem querer. Pudia querer um canto seu, ou quem sabe modificar as linhas suaves do teu sorriso penetrando invasivamente cada contorno da tua boca. Mas não, te quis para mim, como uma oradia fixa.
Eu ouvia. Sempre quis um homem. Desses feito sob encomenda. Queria um lar, um peito que tivesse a curva exata do meu pensamento, onde eu coubesse.
Eu era grande em desejo e pensamento, e mal pude acreditar quando percebi que ele era maior ainda. Ele era gigante.
Tinhamos uma paixão em comum, cavalos. E assim nossos dias se passavam regados a relinchos e um odor manso de animal sufocado pela necessidade de limpeza diária das baias.
Ele me mostrou Sidney Sheldon, eu Fernanda Young, ele me ensinava regras e eu só queria que ele perdesse a cabeça mais um pouquinho.
O tempo é bom e cruel simetricamente. Tenho uma tia que sempre diz, "deixa que o senhor tempo resolve". O tempo quando não ata; dissolve, é a substãcia mortal para o amor que não acontece.O cansaço, as questões interminaveis , e por fim o efadonho total.
Os contornos que se moviam em mosaico sobre a face logo dão origem a um guarda chuva triste que tem por triste função secar lágrimas, a primeira imagem se derrete escorrendo na tela, os sentidos vão alternando entre afeto e desafeto que por fim se apondera da moradia outrora fixa. Onde havia amor, agora há Drummond empoeirado e calado. Meu poeta preferido.
Eu adorava Drummond e comentava sua genialidade com frases que nada tinham de tão genial, mas ainda assim, gostava de falar de Drummond, acho que meu jeito simples escolhido a dedo, o comoveu.
Ele dizia, "vc é talhada de suspiros, em madeira que mais se equivale a diamante de tão dura, no dia que te vi não tirei meus olhos da sua boca. Tênis e calça Jeans e meu pensamento fixado em cada linha que se entortava ou saia do lugar quando soprava uma palavra. Te quis assim, sem querer. Pudia querer um canto seu, ou quem sabe modificar as linhas suaves do teu sorriso penetrando invasivamente cada contorno da tua boca. Mas não, te quis para mim, como uma oradia fixa.
Eu ouvia. Sempre quis um homem. Desses feito sob encomenda. Queria um lar, um peito que tivesse a curva exata do meu pensamento, onde eu coubesse.
Eu era grande em desejo e pensamento, e mal pude acreditar quando percebi que ele era maior ainda. Ele era gigante.
Tinhamos uma paixão em comum, cavalos. E assim nossos dias se passavam regados a relinchos e um odor manso de animal sufocado pela necessidade de limpeza diária das baias.
Ele me mostrou Sidney Sheldon, eu Fernanda Young, ele me ensinava regras e eu só queria que ele perdesse a cabeça mais um pouquinho.
O tempo é bom e cruel simetricamente. Tenho uma tia que sempre diz, "deixa que o senhor tempo resolve". O tempo quando não ata; dissolve, é a substãcia mortal para o amor que não acontece.O cansaço, as questões interminaveis , e por fim o efadonho total.
Os contornos que se moviam em mosaico sobre a face logo dão origem a um guarda chuva triste que tem por triste função secar lágrimas, a primeira imagem se derrete escorrendo na tela, os sentidos vão alternando entre afeto e desafeto que por fim se apondera da moradia outrora fixa. Onde havia amor, agora há Drummond empoeirado e calado. Meu poeta preferido.
Postado por
Mussaenda
às
7:59 PM
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