Um livro empoeirado, como que enjoado de histórias...eis o que restou, Drummond.
Eu adorava Drummond e comentava sua genialidade com frases que nada tinham de tão genial, mas ainda assim, gostava de falar de Drummond, acho que meu jeito simples escolhido a dedo, o comoveu.
Ele dizia, "vc é talhada de suspiros, em madeira que mais se equivale a diamante de tão dura, no dia que te vi não tirei meus olhos da sua boca. Tênis e calça Jeans e meu pensamento fixado em cada linha que se entortava ou saia do lugar quando soprava uma palavra. Te quis assim, sem querer. Pudia querer um canto seu, ou quem sabe modificar as linhas suaves do teu sorriso penetrando invasivamente cada contorno da tua boca. Mas não, te quis para mim, como uma oradia fixa.
Eu ouvia. Sempre quis um homem. Desses feito sob encomenda. Queria um lar, um peito que tivesse a curva exata do meu pensamento, onde eu coubesse.
Eu era grande em desejo e pensamento, e mal pude acreditar quando percebi que ele era maior ainda. Ele era gigante.
Tinhamos uma paixão em comum, cavalos. E assim nossos dias se passavam regados a relinchos e um odor manso de animal sufocado pela necessidade de limpeza diária das baias.
Ele me mostrou Sidney Sheldon, eu Fernanda Young, ele me ensinava regras e eu só queria que ele perdesse a cabeça mais um pouquinho.
O tempo é bom e cruel simetricamente. Tenho uma tia que sempre diz, "deixa que o senhor tempo resolve". O tempo quando não ata; dissolve, é a substãcia mortal para o amor que não acontece.O cansaço, as questões interminaveis , e por fim o efadonho total.
Os contornos que se moviam em mosaico sobre a face logo dão origem a um guarda chuva triste que tem por triste função secar lágrimas, a primeira imagem se derrete escorrendo na tela, os sentidos vão alternando entre afeto e desafeto que por fim se apondera da moradia outrora fixa. Onde havia amor, agora há Drummond empoeirado e calado. Meu poeta preferido.
Eu adorava Drummond e comentava sua genialidade com frases que nada tinham de tão genial, mas ainda assim, gostava de falar de Drummond, acho que meu jeito simples escolhido a dedo, o comoveu.
Ele dizia, "vc é talhada de suspiros, em madeira que mais se equivale a diamante de tão dura, no dia que te vi não tirei meus olhos da sua boca. Tênis e calça Jeans e meu pensamento fixado em cada linha que se entortava ou saia do lugar quando soprava uma palavra. Te quis assim, sem querer. Pudia querer um canto seu, ou quem sabe modificar as linhas suaves do teu sorriso penetrando invasivamente cada contorno da tua boca. Mas não, te quis para mim, como uma oradia fixa.
Eu ouvia. Sempre quis um homem. Desses feito sob encomenda. Queria um lar, um peito que tivesse a curva exata do meu pensamento, onde eu coubesse.
Eu era grande em desejo e pensamento, e mal pude acreditar quando percebi que ele era maior ainda. Ele era gigante.
Tinhamos uma paixão em comum, cavalos. E assim nossos dias se passavam regados a relinchos e um odor manso de animal sufocado pela necessidade de limpeza diária das baias.
Ele me mostrou Sidney Sheldon, eu Fernanda Young, ele me ensinava regras e eu só queria que ele perdesse a cabeça mais um pouquinho.
O tempo é bom e cruel simetricamente. Tenho uma tia que sempre diz, "deixa que o senhor tempo resolve". O tempo quando não ata; dissolve, é a substãcia mortal para o amor que não acontece.O cansaço, as questões interminaveis , e por fim o efadonho total.
Os contornos que se moviam em mosaico sobre a face logo dão origem a um guarda chuva triste que tem por triste função secar lágrimas, a primeira imagem se derrete escorrendo na tela, os sentidos vão alternando entre afeto e desafeto que por fim se apondera da moradia outrora fixa. Onde havia amor, agora há Drummond empoeirado e calado. Meu poeta preferido.

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